Teologia em Questão
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<p><em>Teologia em Questão</em> é a publicação acadêmica do Curso de Teologia da Faculdade Dehoniana, de Taubaté/SP. O periódico possibilita que pesquisadores brasileiros e estrangeiros, mestres e doutores, apresentem os frutos de seus estudos teológicos. Fiel à sua história, a abordagem da revista é multidisciplinar. Uma questão é abordada a partir das diversas disciplinas teológicas.</p>Faculdade Dehoninapt-BRTeologia em Questão1677-2091<p>Teste de 2018.05.04</p>EXPEDIENTE
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2026-09-152026-09-1544MÉTODO TEOLÓGICODECISIONAL: uma proposta para a questão metodológica da Teologia Espiritual
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<p>O artigo apresenta o Método Teológico-Decisional como proposta metodológica para a Teologia Espiritual, partindo da redescoberta da vivência cristã como locus teológico. Após examinar o desenvolvimento recente da epistemologia da disciplina e a necessidade de uma abordagem fenomenológica da experiência espiritual, o estudo demonstra como a decisão constitui o ponto de convergência entre experiência, reflexão e transformação interior. O método articula análise fenomenológica, interpretação mistagógica e síntese contextual, oferecendo uma ferramenta rigorosa para compreender o itinerário espiritual do crente e suas repercussões eclesiais e pastorais.</p>P. Victor de Oliveira Barbosa, scj
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2026-09-152026-09-1544163229IGREJA E REINO DE DEUS NA TEOLOGIA DE DIETRICH BONHOEFFER
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<p>Analisa-se duas categorias centrais na teologia de Dietrich Bonhoeffer (1906–1945): Igreja e Reino de Deus. Com frequência, ambas são tomadas como realidades equivalentes, o que evidencia certa imprecisão conceitual quanto aos elementos que as caracterizam e, consequentemente, as distinguem no horizonte teológico bonhoefferiano. Diante disso, o presente artigo, mediante pesquisa bibliográfica centrada nas obras de Bonhoeffer em que tais temáticas são tratadas de modo mais sistemático, tem por objetivo analisar os conceitos, as características, as singularidades e as inter-relações entre Igreja e Reino de Deus em sua teologia. Os resultados indicam que Bonhoeffer estabelece distinção clara entre essas duas dimensões, embora as compreenda como realidades intrinsecamente relacionadas e teologicamente fundamentais para a realização cristológica e escatológica daquilo que se entende como a instauração do governo de Deus sobre a criação.</p>Walace Alexsander A. Cruz
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2026-09-152026-09-1544230253A DINÂMICA DA RENÚNCIA DE SI COMO CAMINHO DE PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO HISTÓRICO DA SALVAÇÃO
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<p>Este artigo propõe investigar a dinâmica da renúncia de si como caminho de participação no processo histórico da salvação, examinando como a autodoação cristã ultrapassa a dimensão individual para integrar o discípulo no movimento salvífico inaugurado por Cristo. A partir do chamado evangélico à renúncia, compreendido como chave do discipulado, o estudo apresenta essa atitude como uma reorientação profunda da existência, na qual o sujeito se abre à ação transformadora de Deus. Tal renúncia, longe de reduzir a identidade pessoal, configura-se como ato de liberdade que possibilita ao cristão colaborar com o avanço do Reino na história. Assim, o evento da adesão a Cristo desdobra-se em um processo contínuo que envolve discernimento, missão e testemunho, inserindo o discípulo na dinâmica histórica da salvação. O artigo analisa esse entrelaçamento entre decisão interior e responsabilidade histórica, mostrando que a renúncia de si se torna expressão concreta do compromisso com a obra redentora. Conclui-se que essa postura, proposta por Cristo, funda um modo de existir que participa ativamente da ação divina no tempo, revelando a unidade entre discipulado, transformação pessoal e a realização histórica da salvação.</p>Erike Santos Aristides
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2026-09-152026-09-1544254277O ENCONTRO COMO CATEGORIA TEOLÓGICA NO EVANGELHO SEGUNDO LUCAS
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<p>O encontro é o meio privilegiado pelo qual Deus revela a si mesmo e seu desígnio de salvação. Esta pesquisa analisa a dimensão epifânica do encontro como categoria teológica no Evangelho segundo Lucas. Estudar seu sentido na Sagrada Escritura e na vida da Igreja constitui uma contribuição relevante diante da atual fragilidade das relações humanas, pois oferece possibilidades para replicar os sinais do Reino de Deus na sociedade contemporânea. Busca-se verificar a hipótese de o encontro ser a epifania desse Reino nos gestos e palavras de Jesus. Por fim, o estudo lexicográfico no texto grego identifica verbos e expressões que ampliam a compreensão dessa categoria, indicando as atitudes que precedem e acompanham o encontro no contexto lucano.</p>Adriana Barbosa Guimarães
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2026-09-152026-09-1544278314A OBJETIVA INCOERÊNCIA PLURAL: Uma crítica ao relativismo religioso de Joseph Runzo
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<p>Este artigo realiza uma dupla análise crítica: examina os seis argumentos de Joseph Runzo contra o exclusivismo religioso diante das múltiplas afirmações de verdade conflitantes e, em seguida, critica o relativismo religioso por ele proposto. Por meio de abordagem analítico-argumentativa, o texto reconstrói e refuta cada objeção ao exclusivismo, demonstrando que, se válidas, tais críticas atingiriam igualmente o pluralismo de John Hick e o próprio relativismo de Runzo. Além disso, submete o relativismo a uma crítica sistemática, evidenciando incoerências internas, dependência problemática de premissas kantianas e autorrefutação lógica. Recorre-se ainda ao conhecimento médio de Deus para sustentar a coerência do exclusivismo cristão. Conclui-se que nem o pluralismo nem o relativismo oferecem respostas adequadas à diversidade religiosa, permanecendo o exclusivismo logicamente defensável.</p>Felipe Soares Forti
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2026-09-152026-09-1544314367EDITORIAL
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2026-09-152026-09-1544411A DEI VERBUM E A (EXCLUSIVA) INSPIRAÇÃO
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<p>A Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina ecoou um anseio — sede e fome da palavra do Senhor (Am 8,11) — contido no coração dos católicos e escoou pelas janelas abertas do Concílio uma nova ordem: “Debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado”, uma vez que os filhos da Igreja podem encontrar nela o conhecimento do Senhor Jesus e a força espiritual (§ 25), sendo a Sagrada Escritura a palavra de Deus (§ 9) e nela está a verdade para a salvação (§ 11), porque “toda Escritura é inspirada” pelo Espírito Santo (§11; 2Tm 3,16). A causa da atração exercida pela palavra de Deus e os efeitos salutares dela oriundos está implícito na Dei Verbum e explícito na perícope cardeal do artigo 11, a especificidade da “inspiração” das Sagradas Escrituras.</p>Francisco Alexandre Vasconcelos
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2026-09-152026-09-15441283LER A BÍBLIA COM IMAGINAÇÃO DESDE A DEI VERBUM: elementos de teologia imaginal em documentos do Magistério pós-conciliar
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<p>A imaginação pode ser usada, legitimamente, como recurso para uma leitura teológica da Bíblia ou seu recurso estaria restrito a uma esfera de espiritualidade pessoal? Geralmente, considera-se a imaginação como parte de alguns métodos de leitura espiritual da Escritura e até como dimensão importante da pregação, mas duvida-se de seu valor propriamente teológico de instrumento importante para a reflexão racional da fé. Um sobrevoo sobre alguns documentos importantes a respeito da leitura eclesial da Bíblia poderá ajudar a verificar que lugares a imaginação tem ocupado na investigação bíblico-teológica do século XX até hoje. Já o teólogo Nicolas Steeves, SJ, poderá contribuir para uma visão mais clara da questão teológica em jogo: a imaginação é o lugar em que a Bíblia é recebida, pelo sujeito crente, como Revelação de Deus.</p>Me. Marcelo Henrique de Souza
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2026-09-152026-09-154484122O INÍCIO DO PONTIFICADO DO PAPA LEÃO XIV: a retomada de “tradições” como elemento basilar da comunhão eclesial
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<p>O artigo objetiva apresentar alguns dos principais aspectos do início do pontificado do Papa Leão XIV, com ênfase em algumas tradições em torno ao papado que o pontífice recuperou, se comparado sobretudo ao seu antecessor imediato, Francisco. Para muitos, essa retomada visa propiciar uma comunhão mais efetiva entre as diferentes tendências ao interno da Igreja, principalmente com os mais tradicionalistas. A questão que se coloca em discussão, a partir de uma leitura do início do pontificado de Prevost, é se, efetivamente, esse caminho pode consolidar uma unidade maior nos ambientes eclesiais, ou se, no fundo, não acabam por gerar ainda mais enrijecimento nas posturas e, portanto, maiores divisões.</p>Tiago Cosmo da Silva Dias
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2026-09-152026-09-1544123162